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Concurso da Ufba não será cancelado, diz Polícia Federal


Mesmo após a suspeita de um esquema de fraude, o concurso público para servidor técnico-administrativo da Universidade Federal da Bahia (Ufba) mantém a data de realização das provas para este domingo, 29. A confirmação foi feita pela Polícia Federal da Bahia (PF-BA) - que instaurou um inquérito para investigar o caso - em coletiva na manhã desta sexta-feira, 27, na sede do órgão, em Água de Meninos, na capital baiana.

A suspeita de fraude no certame veio à tona após a Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), deflragrar nova fase da Operação Gabarito, que investiga uma rede especializada neste tipo de crime.

Durante a ação, a DDF descobriu a atuação dos criminosos no concurso do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco (TJPE) por meio da interceptação de conversas no WhatsApp envolvendo um dos líderes da organização. Outras conversas pelo mesmo aplicativo apontam que a quadrilha também atuaria na prova da Ufba, em Salvador.

"Essa quadrilha inscrevia candidatos professores, que realizavam as provas rapidamente e passavam os gabaritos para que eles fossem divulgados para outros candidatos participantes do esquema a partir de ponto eletrônico", explica o superintendente da Polícia Federal, Daniel Justo Madruga.

Segundo ele, haverá uma ação direta de efetivos nos locais de prova para coibir qualquer tipo de fraude. Os candidatos que foram identificados nesta prática serão presos em flagrante.

"Nós acreditamos que, com o desbaratamento dessa quadrilha pela Polícia Civil da Paraíba, não haja nenhum tipo de problema no concurso. Independentemente disto, nós já instauramos um inquérito policial, estamos investigando e vamos adotar medidas preventivas neste domingo com relação à prova", revela.

Além disto, a PF está realizando um cruzamento de informações, com a lista de todos os inscritos no concurso e todos os suspeitos identificados pela Polícia Civil da Paraíba, para agir com maior eficiência no domingo. A investigação continuará após a prova. Segundo o superintendente, caso alguma fraude seja identificada, os suspeitos serão responsabilizados.

A instauração do inquérito para o início das investigações foi solicitada pelo Ministério Público Federal da Bahia (MPF-BA), que distribuiu as representações para o 4º Ofício Criminal, sob atuação do procurador Oliveiros Guanais, na área criminal.

A fraude em concurso público é crime, previsto no artigo 311-A do Código Penal, com pena de até 4 (quatro) anos de reclusão e multa.

Fonte: Correio 24h

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