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Nova versão de Dona Flor será lançada em novembro


O Pelourinho é o cenário da história criada por Jorge Amado

Estreia em novembro a nova versão cinematográfica do romance ‘Dona Flor e seus Dois Maridos’, de Jorge Amado (1912–2001). A refilmagem será lançada 40 anos depois da versão do cineasta Bruno Barreto, que marcou a carreira da atriz Sônia Braga, em 1976.

Desta vez o trio de protagonistas é formado por Marcelo Farias (Vadinho), Juliana Paes (Flor) e Leandro Hassum (Teodoro), com direção de Pedro Vasconcellos. O governo do estado da Bahia promoveu apoio logístico, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), ao ceder três casarões no Centro Histórico de Salvador (CHS), e também com patrocínio da Bahiatursa no valor de R$ 500 mil.

“O filme deve ir para vários festivais nacionais e internacionais, e esperamos uma longa trajetória, o que pode divulgar mais uma vez a Bahia, Salvador e o seu Centro Histórico”, afirma Marcelo Faria. A produtora de cinema Reginaldo Farias Produções Artísticas, em parceria com a empresa República Pureza, estão à frente do projeto, que teve cenas também gravadas no Rio de Janeiro.

O superintendente da Bahiatursa, Diogo Medrado, destaca que a história de Dona Flor e Seus Dois Maridos é um dos maiores sucessos da literatura e do cinema brasileiro. “Ao apoiar a nova versão cinematográfica do romance de Jorge Amado, possibilitamos captação de mais turistas, já que a culinária, as belezas, as locações, a magia e o encanto do povo da Bahia estarão presentes", afirma.

Pelourinho

De acordo com o diretor geral do Ipac, João Carlos de Oliveira, técnicos do órgão acompanharam, em julho do ano passado, a equipe de filmagem na busca por locações no Pelourinho. “Além da visita dirigida, fizemos empréstimos de três casarões para terem suas fachadas como cenário para cenas que se passam na década de 1940”, explica João Carlos. Ele relata que um dos imóveis foi a antiga Estação Pelô, na Rua Maciel de Baixo, para que a fachada se transformasse na farmácia do personagem Teodoro.

“A casa do antigo Lions Clube, na Rua Santa Isabel, também foi utilizada para residência de Dona Rosilda, a mãe de Dona Flor”, explica o assessor do Ipac, Geraldo Moniz de Aragão, que acompanhou a vistoria das casas com o ator Marcelo Faria e o diretor Pedro Vasconcellos, no ano passado. Ele conta que a Casa nº 42 da Rua das Laranjeiras também foi utilizada como fachada da casa de Dona Flor. “Fiquei muito feliz com as gravações acontecendo no Centro Histórico. Escolhi o lugar porque gosto do clima que o Pelourinho tem”, afirmou Pedro Vasconcellos na visita.

Além de contratar assistentes locais, a produção do Dona Flor contratou figurantes baianos para várias cenas.

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