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Vídeo que os próprios criminosos gravaram foi decisivo para condenação

“É como se eles estivessem tentando arrancar a cabeça da vítima com tesouradas, a vítima estava viva no momento em que estava recebendo os golpes de tesoura. Eles apedrejaram e deformaram o rosto da vítima". A descrição feita em março do ano passado sobre o crime bárbaro ocorrido em Feira de Santana é do coordenador de Polícia Civil, João Uzzum.

Os detalhes expostos pelo delegado foram compartilhados pelos próprios autores, visualizados em mensagens de WhatsApp e considerados como prova decisiva no julgamento de dois homens apontados pela polícia como autores da morte do ex-presidiário Edmilson de Jesus Alves. Thiago Santos Gomes, o “Zoi” e Antônio Carlos Machado dos Santos, o “Júnior Pato”, que já estavam presos, foram condenados respectivamente a 23 anos e 80 dias e 23 anos e 6 meses de prisão, em julgamento ocorrido nesta quinta-feira (13) no Fórum Filinto Bastos.

"O vídeo foi o fator principal para ter ocorrido a condenação e foi difícil convencer os jurados. Apesar de o vídeo não mostrar o rosto de quem fez, e de os meus assistidos negarem que estivessem no vídeo, as cenas eram muito fortes. O crime cometido foi muito grave e a visão do crime sendo praticado choca muito", admitiu ao Acorda Cidade a defensora pública Danielle Fonseca, que considerou a pena mais alta do que deveria e que vai apelar para tentar uma redução.

Ao serem presos no ano passado, os criminosos alegaram estar sendo ameaçados por Edmilson. A polícia atribuiu o confronto à guerra entre facções pelo comando do tráfico na cidade.

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